7eme vin

March 29, 2013

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Já devidamente apresentada, hoje, oficialmente, dou início aos trabalhos. Semanalmente irei escrever sobre um Bistrô em Paris. Será o meu primeiro ciclo de posts. Na última viagem que fiz à Cidade da Luz, em dezembro passado, fui com o puro e simples intuito de construir memórias gustativas. Claro que também visitamos todos os lugares lindos que um roteiro de viagens à Paris precisa ter, mas o foco mesmo era o de encontrar lugares, lojas, pequenos restaurantes que nos mostrassem as opções gourmets dos “locais”. Então tentamos fugir dos mais turísticos e fomos em busca daqueles que nem website tem (como este do post).

Paris é recheada de lugares assim (sorte a minha) e se o budget não é muito grande, encontrar estas preciosidades faz toda a diferença na construção de tais memórias. Este entrou na minha lista de preferidos e espero que entre na sua também. “Allons-nous?” – Vamos lá então?

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Fazendo uma pesquisa rápida no Tripadvisor, descobri que este pequeno bistrô de apenas 16 mesas, está em 97 na classificação geral de mais de 9 mil restaurantes em Paris! Well, isso prova que realmente vale muito a pena conhecê-lo. A primeira informação importante à respeito é que o mesmo só abre de segunda a sexta. Aliás, como quase todos os bistrôs que visitei, que fogem um pouco ao roteiro dos turistas mas caem nas graças dos viajantes, aos sábados e domingos os mesmos, via de regra, estão fechados…os franceses levam a vida num ritmo diferente e eu adoro isso. Sábado e domingo são dias de descanso…rs.

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Localizado próximo à Champ de Mars (um parque enorme atrás da Torre Eiffel) no número 68 da Av. Bosquet, 75007 (7e) é fácil de achar. Com ambientação tradicional e rústica, a casualidade do espaço te faz vivenciar uma refeição tipicamente francesa. Experiência única. O dono fala inglês, é super atencioso e oferece o menu traduzido. Com toalha vermelho xadez e o menu devidamente escrito em lousa à giz, meu impulso foi o de pedir o que de mais tradicional eu pude encontrar no cardápio. Como todo pequeno e genuíno bistrô (meio retundante) este tinha também as opções do dia, sempre criadas de acordo com o que foi encontrado de mais fresco nas compras daquela manhã ou com ingredientes da estação. Essa é sempre a garantia de que você estará experimentando ingredientes na melhor época do ano, no momento em que estão com mais sabor, melhor textura e vivacidade.

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Bom, as duas vezes em que viemos aqui durante os 8 dias de viagem, não esperamos muito tempo pela mesa nem pelo serviço como um todo. São atenciosos e eficientes, prontos para responder à qualquer pergunta que o cliente venha a ter sobre o preparo ou sobre a escolha do vinho. Aficcionada por cogumelos que sou, de entrada, optei pelo Fricassé de Chanterelle – nada mais nada menos que cogumelos salteados na manteiga com alho. confesso que não restou um no prato para contar história. Aqui na França é assim: a simplicidade do preparo garante o sabor do ingrediente escolhido na sua integra, sem interferências…de sabor delicado mas ao mesmo tempo meio amadeirado (típico deste cogumelo em questão), continuei sonhando com estes prato por um bom tempo…

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De prato principal, escolhi um Cozido de Vitela e abóboras, que chegou à mesa servido em um panelinha de ferro e fumegando de quente e cheio aromas que me lembraram comidinha de avó…sabe?…de fazenda? pois é…essa mesma. A vitela estava derretendo, como deve ser, e o adocicado da abóbora com o molho engrossado à base de farinha, me fizeram comer bem devagarinho, apreciando e desejando que não acabasse nunca…

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Para finalizar a noite, meu marido escolheu Creme Brulèe e eu, Pêra cozida no vinho tinto com canela. Achei mesmo que depois de um prato mais encorpado como o cozido, eu precisava da leveza da pêra. E preciso registrar aqui que até a pêra tem outro gosto nesta terra…não sei como colocar em palavras, mas parece que TODOS os ingredientes aqui são perfeitos…sério..e essa, estava divina. Enfim, terminamos as taças de vinho que ainda restavam e fomos andando para o Hotel, Rogério desejando uma noite tranquila de sono e eu, sentindo Paris em cada poro da minha pele, feliz e agradecida por estar vivendo aquela experiência única. <3

“Au revoir”

fotos e texto: Fernanda Flaiban 

Beijinhos, Paty
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