molho à bolonhesa – itália

June 30, 2014

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Continuamos na Europa com o nosso tour. Vamos pra Itália com a Fer Flaiban? :-)

bandeira italiana
foto bandeira: wikipedia

molho a bolonhesa 1

Essa receita originalmente veio de um dos primeiros livros de receita que a Fer teve na adolescência. A receita é a moda da bologna e leve leite e vinho, o que despertou seu interesse ao testá-la pela primeira vez. Ao longo dos anos ela foi modificando alguns detalhes. Adicionou bacon (a gente agradece haha) e aumentou a quantidade de cenoura. Quando ela me contou que tinha feito para um almoço na semana passada eu não tive dúvidas que essa seria a receita italiana para o tour. Obrigada por mais uma receita deliciosa, Fer!! <3

molho à bolonhesa

Passo a passo…

molho à bolognesa 3

Molho à Bolonhesa

serve 6

Ingredientes:
2 c sopa de manteiga;
4 c sopa de azeite de oliva;
1 cebola media bem picada;
25g de bacon picadinho;
1 talo de salsão picadinho;
1 cenoura media picadinha;
1 dente de alho bem picado;
450g de carne moída magra;
2/3 xic de vinho tinto de boa qualidade;
1/2 xic de leite;
400g de tomate pelado (lata) picado ou de molho de tomate pronto;
1 folha de louro;
2 c sopa de manjericão picadinho;
Sal e pimenta-do-reino à gosto.

Modo de preparo:

Em fogo médio, aquecer a manteiga com o azeite. Acrescentar a cebola e cozinhar por 3 minutos. Em seguida, adicionar o bacon e cozinhar até a cebola ficar vitrificada. Acrescentar a cenoura, o salsão e o alho. Cozinhar por mais 4 minutos.
Adicionar a carne e amassar com o garfo, misturando com o refogado. Cozinhar até perder a cor vermelha. Temperar à gosto.
Colocar o vinho, aumentar um pouco o fogo e cozinhar até o liquido evaporar. Em seguida, adicionar o leite e cozinhar até evaporar.
Acrescentar os tomates/molho e o louro e o manjericão. (Se usar tomates pelados, cozinhar em fogo baixo por 45 min e se usar molho pronto, cozinhar em fogo baixo por 20 min). Lembre-se sempre de mexer de vez enquando e acertar o sal e pimenta se preciso for.

Servir com o macarrão de sua preferência e um bom queijo ralado na hora =].

fotos e receita: Fer Flaiban

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Yakissoba

March 28, 2014

O Yakissoba é um preparo japonês comumente encontrado nas ruas do Japão que significa “macarrão frito com molho”. Essa é a base e dai em diante, a imaginação é quem decide os ingredientes. A receita de hoje foi a primeira que eu aprendi a fazer quando me vi completamente apaixonada pela cozinha asiática. Eu tinha 17 anos e amava miojo!! E naquela época esse era o macarrão que eu usava…rs. De lá pra cá, aprimorei o preparo. (mas dá pra usar miojo numa boa…rs)

Yakissoba 2
Apesar de parecer trabalhoso, é simples. Só é preciso organizar e preparar com antecedência. O “mise en place” (termo técnico para pré preparo) é tudo nesta receita. Quando morava no Brasil, minha irmã amavaaaaaa dia de yakissoba. E de Bifum também! Aqui nos Estados Unidos a descoberta de um mercadinho que vende produtos japoneses me fez reanimar esta receita e pelo menos uma vez ao mês é dia de yakissoba aqui em casa. Eu sempre coloco fotos desses achados e dos pratos que faço no instagram, me segue lá, @flaiban :-)…

Voltando ao yakissoba, além de muito saboroso é um preparo completo que pode ser servido como acompanhamento ou prato principal. E são inúmeras as variações possíveis: carne, camarão, frango ou um mix dos três. Nesta receita coloco os três mas se quiser substituir, é só aumentar a quantidade das carnes desejadas. E se quiser suprimir ou acrescentar vegetais e legumes não se sinta acanhada! Rs

Shokuyoku pra vcs! (bom apetite)

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Bolo Cuca de Ameixa

October 4, 2013

Meus avós fugiram para o Brasil após a II Guerra mundial. Meu avô era do exército polonês e minha avó trabalhava para a Cruz vermelha mas era alemã. Se apaixonaram e já no Brasil, tiveram meu pai. O único filho fruto deste amor. E eu cresci na mesma casa em que meus avós viveram. Uma casa enormeeee para os padrões do Bairro em que morávamos e que era parte de um imenso terreno com duas outras casas enormes também e separadas por muros não tão altos, o que nos propiciava as puladas de muro tão infantis e divertidas. Todos nós éramos de alguma forma descendentes de famílias de imigrantes europeus. Cresci ouvindo meus vizinhos conversarem em alemão (infelizmente só ouvindo porque meu pai nunca nos ensinou esta lingua tão cheia de consoantes) e cresci também comendo muita batata e repolho. Bacon e carne de porco. E a comida sempre foi parte muito importante dos nossos encontros. Aos 12 anos comecei a ajudar minha mãe na cozinha e ela sempre me contava quais pratos ela havia aprendido a fazer com a minha avó alemã. E uma destas nossas vizinhas, a Dolly, sempre nos trazia quitutes maravilhosos.. Uma mulher que realmente entende do riscado. Sempre que havia festa na casa dela, eu ficava muito curiosa para saber e experimentar cada prato que ela com tanto carinho e cuidado sempre confeccionava para nosso deleite. Um destes, acho que provavelmente o mais fácil, pude aprender ainda jovem e agora deixo aqui registrado para que todas nós possamos fazer.. Ai que saudades que me deu daquela época. Quem sabe algum dia eu ainda não aprenda o alemão?? Rs

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Bolo Cuca de Ameixa

Ingredientes:
200g de manteiga de boa qualidade à temperatura ambiente
2 xícaras de açúcar refinado
4 gemas
1 colher de chá de extrato de baunilha
3 xícaras de farinha de trigo
1/2 xícara de Leite (talvez não chegue a usar tudo)
4 claras em ponto de pico firme
1 colher de sopa de fermento em pó

10 a 15 ameixas picadas com a casca

Farofa crocante:
60g manteiga gelada em cubinhos
100g açúcar refinado
100g farinha de trigo ( misture tudo com as mãos e mantenha na geladeira até o momento de usar)

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Modo de Preparo:
Pré aqueça o forno à 180C/350F.
Unte uma assadeira retangular média com manteiga e farinha. Reserve.
Bata as claras em neve e reserve.

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Em uma tigela, bata o açúcar com a manteiga. Acrescente as gemas, uma a uma misturando muito bem. Acrescente a baunilha. Em seguida, vá colocando a farinha e o leite alternadamente. (Lembrando que a massa ainda vai levar as claras em neve, entao tem que estar espessa – cuidado com a quantidade de leite).
Misture as claras em neve com muito cuidado para não perder muito volume e por último, acrescente o fermento.
Despeje a massa de bolo na forma previamente untada e por cima esparrame as ameixas. Finalize com a farofa crocante.
Leve ao forno por 45 minutos ou até dourar e ao testar a massa com um palito, o palito sair completamente limpo.

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Dica:
Cada forno é um forno e os diferentes tamanhos de assadeira também influenciarão no tempo de cozimento.
Eu usei ameixa, mas este bolo também fica delicioso com pêssegos, banana ou maçã. Se for usar as duas últimas opções, acrescente canela em pó na farofa.

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Ps: Para aprender a receita do pão de queijo da foto abaixo do texto clique aqui :-)

bjos,

Fer Flaiban – @flaiban

Fotos: Fer Flaiban

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Bolo de Maçã com Canela

September 20, 2013

Bem vindo seja o Outono que nos trás o ventinho gelado pela manhã, as tardes mais curtas apimentadas pela vontade de tomar um chazinho, as folhas que caem e fazem das ruas um tapete lindo em tons que variam do amarelo ao marrom e os ingredientes da temporada, tais como maçã, abóbora, canela, figo, pêra e batata doce.

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Esta semana que passou, uma senhorinha chinesa, vizinha querida, foi colher maçãs orgânicas em uma fazenda e me trouxe uma sacola cheia de maçãs de diferentes tipos de presente. E é claro que a primeira coisa que me veio à cabeça foi BOLO!!! Risos
Ai, busquei meu caderninho de receitas e resolvi fazer uma Receita que a Dna Bia (sim, a mesma do post anterior) me ensinou em uma conversa que tivemos ao telefone mesmo, pois eu jà morava aqui nos EUA.
Esta receita, se você anotou a de cenoura notará que são muito parecidas…destas receitas que toda avó (as futuras também) precisa saber fazer de cabeça, sabe? Muito fácil, prática e claro, cheia de amor…um bolo que vai perfumar a casa e aquecer o coração durante todo o outono…

Bolo de Maçã com Canela
Ingredientes:
2 maçãs bem picadinhas com casca e tudo,
Cascas picadas de outras 3 maçãs,
3 ovos inteiros,
3/4 de xícara de óleo de canola ou milho,
2 xícaras de açúcar refinado,
3 xícaras de farinha de trigo peneirada,
1 colher de sobremesa de fermento em pó,
2 maçãs descascadas e bem picadinhas,
Canela e açúcar à gosto.

Bolo de Maçã 3

Modo de Preparo:
Pré aqueça o forno à 180C/350F.
Unte uma forma retangular média com manteiga e farinha. Reserve
No liquidificador, acrescente as maçãs picadas, as cascas, os ovos e o óleo e bata tudo.
Em uma tigela misture bem o açúcar e a farinha de trigo. Despeje a mistura do liquidificador na tigela e mexa de baixo para cima com o auxilio de uma espátula. Mexa somente o suficiente para misturar muito bem os ingredientes. Em seguida, acrescente um pouco de canela e o fermento. Novamente, mexa o suficiente para misturá-los completamente.
Despeje a massa de bolo na forma, esparrame por cima as maçãs picadinhas, polvilhe canela e açúcar.
Leve ao forno por 50 minutos ou até que o palito saia seco e esteja dourado.
Para finalizar, desenforme e polvilhe açúcar de confeiteiro.

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Dicas:

– Use maçãs verdes se puder. Já fiz com todos os tipos e as verdes são mais azedinhas, balanceando a dança de sabores que este bolo traz;
– quanto mais açúcar vc jogar por cima, mais crocante ficará a crosta que se forma….;
– sirva este bolo em um café da tarde, acompanhado do chá de sua preferência. É a melhor das combinações;
– Seja feliz. Sempre =]

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Bon Appétit!!!

Bjos,

Fer Flaiban

Fotos: Fernanda Flaiban – @flaiban / ferflaiban@chefpaty.com

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Bolo de Cenoura com Cobertura de Chocolate da Dona Bia

September 6, 2013

Hoje vou contar uma história: Eu cresci numa família descendente de italianos. Minha avó teve seis filhas e um filho. E cada uma delas (e ele também) casaram-se e tiveram entre dois e três filhos… Fazendo a conta, significa que tenho 17 primos e desde a minha tenra idade nosso programa de domingo era ir tomar café da tarde na casa dos meus avós. Claro que nem todo mundo aparecia todos os domingos, mas sempre havia primos o suficiente para brincar, muita risada, a TV ligada no futebol , o pote de balas emcima da geladeira, o aroma do café de coador no ar, os tatus-bola no fundo do quintal, a penteadeira antiga no quartinho de trás e claro, o bolo de cenoura “embatumado”. E esse era o único bolo de cenoura que eu conhecia… Pois o da minha mãe saia sempre exatamente como o da minha avó… Risos… E foi assim até meus 16 anos, quando experimentei o bolo de cenoura da foto acima, feito por uma das mulheres mais queridas que conheço. Desde então, bolo de cenoura “embatumado” somente na lembrança dos meus domingos de infância na casa da avó… (Pensando bem, hoje em dia até sinto saudades dele)
Contada a história, digo então que este será o primeiro de uma coletânea de posts com receitas e histórias dos bolos que fazem parte da minha vida.

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Bolo de Cenoura com Cobertura de Brigadeiro de Chocolate da Dona Bia
(Rendimento: uma assadeira retangular média)
Massa – Ingredientes:
•3 cenouras grandes
•3/4 xícara de óleo vegetal (gosto do de canola e de milho)
•4 ovos inteiros
•2 xícaras de açúcar refinado peneirado
•3 xícaras de farinha de trigo peneirada
•1 colher de sopa rasa de fermento em pó.

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Modo de Preparo:
Pré aqueça o forno à 180C/350F.
Unte a assadeira com manteiga e farinha. (Aqui em casa faço 1/2 receita , o que me rende o bolo da foto e outro um pouco menor)
Descascar as cenouras, cortá-las em pedacinhos e bater no liquidificador com o óleo e os ovos.
Em uma tigela, coloque a farinha e o açúcar. Em seguida, despeje a mistura do liqui, mexendo bem e devagar, com o auxílio de uma espátula de baixo para cima. Por último, encorpore o fermento.
Despeje a massa até cobrir 3/4 da assadeira e asse por 30 minutos ou até a superficie ficar dourada e o palito de bolo sair limpo.

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Dica:
•Se você perceber que a massa não ficou fluida o suficiente, é porque a cenoura estava mais seca. Neste caso, acrescente um pouco de leite ou suco de laranja.
•Preste atenção no tempo de forno porque cada forno é um forno e o tamanho e formato da assadeira influenciam no tempo de cozimento.

Cobertura – Ingredientes:
•4 colheres de sopa de leite
•2 colheres de sopa de cacau em pó
•1 lata de leite condensado
•2 colheres de sopa de manteiga.

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Modo de Preparo:
Em uma panela pequena, dissolva completamente o chocolate no leite. Em seguida, misture o leite condensado, acrescente a manteiga e leve ao fogo baixo, mexendo sempre, até engrossar e o brigadeiro começar a desgrudar da panela.

Aplique no bolo imediatamente. Decore com granulados de chocolate.

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Bjos,

Fer Flaiban – @flaiban / ferflaiban@chefpaty.com

Fotos : Fernanda Flaiban

 

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Pão de Queijo Caseiro

August 2, 2013

A receita desta semana é o Pão de Queijo. Sempre amei mas nunca havia arriscado fazer em casa… Tinha a impressão de que deveria ser muito complicado e possivelmente tinha q sovar, sovar, sovar .. Enfim, essa era a imagem que eu fazia na cabeça. Até que conheci uma mineira da gema e tive a brilhante idéia de perguntar se ela tinha uma boa receita de pão de queijo para me passar. E não é que tinha!!
E por ter comprovado o quão fácil e saborosa é esta receita, decidi compartilhá-la aqui com vocês!! O resultado é mil vezes melhor que muitoooo pão de queijo congelado por ai.
Prestem atenção nas dicas!! Nada como alguém que tenha feito antes para tentar e errar, passando pra frente a receita modificada e melhorada!!!!

Pão de Queijo Caseiro

Ingredientes:
•500g de polvilho azedo (dica: coloquei 250g de polvilho azedo e outras 250g de polvilho doce – fica mais leve e o aroma é mais atraente); •100g de margarina;
•400g de queijo minas curado ralado ( pode trocar pelo queijo branco e um pouco de parmesao, e pra você que mora fora do Brasil como eu, pode usar cheddar, gruyère, mussarela defumada);
•1 ovo inteiro;
•75g de farinha de milho;
•500ml de leite integral (cuidado!!!!! Não vai tudo isso);
•1/2 colher de sopa rasa de sal;
•50 ml de água filtrada.

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Modo de prerparo :
Pré aquecer o forno à 170 C/340 F.
(Dica: pode ser feito à mão, mas eu usei a batedeira e foi muitoooooo fácil. Aliás, só é preciso misturar bem os ingredientes. Não é preciso sovar-como eu achava que precisava =\. )
Colocar os polvilhos no bowl da batedeira. Reservar. Em seguida, aquecer a margarina , o sal e a água.
Com a batedeira ligada na velocidade minima, escaldar o polvilho com essa mistura, acrescentando o líquido lentamente no cantinho do bowl. Reservar. Molhar com 200ml de leite a farinha de milho. Juntar ao polvilho escaldado ainda na velocidade minima. Acrescentar o ovo, em seguida colocar o queijo minas ralado o restante do leite prestando atenção no ponto da massa que não deve ficar muito mole (por isso não será usado os 500ml de leite…),amassando ate obter o ponto desejado ou, no meu caso -usando a batedeira- bata por 2 minutos na velocidade baixa (uma acima da mínima).
Untar a assadeira ou forrá-la com papel manteiga. Enrolar os paezinhos no tamanho desejado ou -como eu fiz- utilizar um boleador de sorvete para fazer as bolinhas mais uniformemente.
(Dica master: “eu assei logo após, sem congelar, e os pãezinhos não se mantiveram redondinhos… Ficaram como pão de batata achatado… Rs… No dia seguinte, assei outra fornada mas desta vez eles estavam congelados… E o resultado foi o pãozinho ai da foto… Um dos mais lindos e gostosos que já experimentei!!!!!)

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Rendimento: 30 pãezinhos de 50g cada ou 60 pãezinhos de 25g.
Tempo de forno: para os de 50g, 30 a 40 minutos. Eu não saberia dizer o tempo correto para os de 25g… Mas será um pouco menos
Dica: se não for consumir todos os pãezinhos na mesma hora de preparo, porcione as bolinhas em uma assadeira à parte forrada ou untada, e leve ao congelador por algumas horas. Depois de congelados, retire da assadeira e armazene em um saco plástico tipo ziploc. Não se esqueça de anotar a data de preparo para ter idéia da validade. Pode continuar armazenado por até 3 meses. Para serem gluten free certifique-se que a farinha de milho não contenha glútem.

Fer Flaiban

Fotos – Iphone Fer Flaiban @flaiban

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Costela Desossada de Porco com Molho Doce-Azedo

July 12, 2013

Por experiência própria digo e assino embaixo: se você e sua sogra se dão bem na cozinha, então o resto é resto!! Eu sempre procurei aprender muito com as mulheres mais experientes que tive e tenho presente em minha vida. E essa receita é presente de sogra. Agora tenho ela anotada em meu caderninho de receitas… E passo para vocês falando que a mesma está provada (mais de uma vez inclusive) e aprovada!!!
Essa foi servida com mix de arroz integral e creme de espinafre. Simples. Perfeito. Impossível não arrancar elogios.

Vamos lá

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Costela Desossada de porco com molho doce-azedo

Ingredientes:
Zest e suco de 1/2 limão siciliano;
Zest e suco de 1 laranja inteira;
1 colher de sopa de mel.
1 kg de costela de porco desossada inteira;
1/2 colher de sopa rasa de sal grosso;
Azeite para untar.

Modo de Preparo:
Pre-aquecer o forno à 180C/350F.
Misturar o suco do limão, o suco da laranja e o mel. Reservar ( dica: para facilitar, coloque a mistura por 8 segundos no microondas, assim o mel se dissolverá mais fácil).
Em uma assadeira forrada com papel aluminio, coloque a costela. Untem a mesma com o azeite e vá esparramando o zest de limão e laranja de forma homogênea. Em seguida, coloque o sal grosso.
Em seguida, cubra a assadeira com papel aluminio e leve ao forno por 1 hora.
Após 1 hora, retire a costela do forno, aumente a temperatura para 220C/425F retire o papel aluminio e vá “banhando” a mesma com a mistura de citricos e mel. Vá fazendo isso aos poucos, virando a costela de tempos em tempos dentro do forno até que a mesma vá ficando bem dourada e o molho vá secando.
Fique de olho para não deixar secar de mais… Não faço idéia do tempo neste segundo momento, mas é em torno de 30/40 minutos a mais, vai depender do quão potente é seu forno.

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Ao final, raspe o molho grosso que sobrará no fundo da assadeira e passe na costela.

Pronto. O almoço de domingo está na mesa!!

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Se tiverem alguma dúvida me escreva em ferflaiban@chefpaty.com

Bon appetit,

Fer Flaiban :-)  me siga no instagram @flaiban

Fotos: Iphone Fer Flaiban

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La Cordonneire – Roteiros Paris

June 21, 2013

Deixei o melhor por último. Assim, o gostinho de quero mais continua vivo em minha memória por mais tempo, esperando pela oportunidade de sentar às mesmas mesas, experimentar os mesmos pratos, ouvindo a mesma música e degustando o mesmo vinho.

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Hoje, vou falar sobre o La Cordonnerie. Este pequenino Bistro fica no mesmo bairro que o Louvre e é uma excelente pedida para um jantar inesquecível depois de uma tarde magnífica em um dos melhores Museus do mundo.
***Dica importante: É indispensável fazer reserva. O Bistrozinho, localizado na Rue St-roch, é o mais pitoresco em que já fui. O chef, também proprietário, cozinha seus deliciosos quitutes franceses em uma cozinha tão pequenina qto a de um apartamento. E se você tiver sorte, sua reserva será feita em uma das quatro mesas que ficam próximas à cozinha vitrine. E o chef (se a noite não for muitooooooo busy), cozinhará conversando com você sobre o cardápio, o modo de preparo, a escolha dos ingredientes e o que mais você se interessar.

Foi assim conosco nas duas noites em que estivemos por lá durante as oito em que passamos em Paris. Sentamos exatamente à mesma mesa as duas vezes. Fomos muito bem atendidos pelo mesmo único garçom e apesar da imensa vontade de escolher os mesmos pratos as duas vezes, as diferentes escolhas fizeram com que nossa vontade de voltar somente aumentasse. Bom, como foram duas diferentes noites, vou contá-las na íntegra. Primeiro uma, depois a outra. Na primeira noite, pedimos ao chefe que todas as escolhas feitas fossem divididas em duas porções, assim, nós dois experimentaríamos um pouquinho de tudo.

A primeira entradinha foi uma sopa musseline de cogumelos e mini raviolinhos de queijo fontina no molho de creme. Nemmmmm preciso falar o quão fantásticas as duas entradas eram. A sopa, desmanchava na boca, como se fosse feita de ar…e a massa era de uma delicadeza sem igual. Depois, de prato principal, eu escolhi Vieiras grelhadas no molho cítrico, com refogado de erva doce e arroz de açafrão. Ro escolheu im guisado de carne vermelha com legumes. As vieiras estavam muito macias mas o que mais me chamou a atenção foi a erva doce refogada…nunca havia cogitado experimentá-las assim!! Divinas! E ao perguntar ao chefe como ele havia feito para abrandar o sabor da erva doce, ele me explicou que primeiro ele ferve o bulbo por alguns minutos na água, antes de acrescentar os temperos e o creme de leite fresco..o guisado de carne também estava com aquele sabor de fazenda, sabe? de que ficou horas e horas cozinhando. Deliciosamente francês. De sobremesa, meu marido escolheu uma banana flambada ao rum que o chef veio preparar na nossa mesa e eu optei pelo mousse de marron glacê, feito com castanha portuguesa. Pude sentir toda a delicadeza de uma das minhas castanhas prediletas, encorpado pela textura de crumbles de bolacha amanteigada no meio.

La Cor 3

Na segunda noite, ficamos realmente tentados à pedir novamente as delícias da primeira vez, mas nos seguramos e optamos por itens diferentes – que diga-se de passagem, foram tão bons quantos os primeiros!!!! E a escolha foi assim: de entradinha, foi refogado de cogumelos selvagens no glaze de balsâmico e foie gras no molho de cacao. Aqui preciso dizer o quão impressionada eu fiquei com a combinação de chocolate e foie gras….pareamento perfeito entre estes dois ingredientes tão únicos e marcantes no sabor e na textura. o chocolate trouxe um leve adocicado ao rico foie gras…mais uma vez, nunca havia imaginado!! de pratos principais, escolhemos filé de peixe ao molho de limão e grãos integrais e filé de frango com batatas coradas e maçã refogada. sinceramente, não saberia te dizer de qual deles eu gostei mais…o peixe estava perfeitamente cozido, muito rico e principalmente, muito fresco…já o filé de frango, eu mais uma vez tive que perguntar ao chefe pois eu nunca havia experimentado um frango que desmanchasse na boca como este. E ele, com toda a cordialidade, me explicou que depois de selar so filés na frigideira bem quente, os mesmo iam para o forno e terminavam o cozimento sendo assados numa temperatura muito baixa, para não dourar ainda mais. Fantástico!! A sobremesa, seguindo a tradição que não poderia faltar, foi a mesma banana flambada para o Ro e um belo prato de queijos com torradas e café expressso pra mim. Simples assim.

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Se estiver interessado em conhecer e quiser fazer reservas, o website é www.restaurantlacordonnerie.com

O dono/chef trabalhou sua vida inteira lá. Ainda adolescente, era aquele único garçom na época em que seu pai era o cozinheiro. Depois que o seu pai faleceu e com muitos anos trabalhando ao lado dele, tomou a dianteira do negócio de família e conseguiu manter o mesmo padrão e prestígio que seu pai construiu. Não bobeie. Como muitos outros bistros, não abre nem de sábado e nem de domingo. Afinal de contas, para se cozinhar e proporcionar prazer aos outros, é preciso proporcioná-los à si próprio e nada melhor do que sábado e domingo off para, de segunda a sexta, se dedicar e fazer o seu melhor!!

Bisou, bisou =]

Fer Flaiban

 

Fotos: Fernanda Flaiban @flaiban

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Ambassede d’auvergne Brasserie – Roteiros Paris

April 26, 2013

Quando estávamos planejando nossas férias em Paris, eu comprei um guia muito legal de restaurantes de lá chamado “Hungry for Paris – The Ultimate Guide to the city’s 102 Best Restaurants”. O autor, chamado Alexander Lobrano é im especialista no assunto, colunista de gastronomia de revistas e jornais conceituados tanto aqui nos EUA como na Inglaterra. Enfim, minhas férias começaram algumas semanas antes porque a cada capitulo do livro, ele descrevia com tanto gosto os pratos escolhidos nos restaurantes citados, que minha boca enchia de água só de imaginar os diferentes sabores. Tomei nota de alguns restaurantes que eu gostaria de visitar e saimos de casa já com três reservas feitas. Claro que no dia-a-dia da viagem a gente geralmente muda os planos, né? e das três reservas, a única que não cancelamos foi essa : L’Ambassade d’auvergne Brasserie.
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O Restaurante em si foi um dos mais tradicionais que eu tive a oportunidade de conhecer. Fica localizado na região do Marais, perto ao Centre Pompidou, um Museu de Arte Moderna com arquitetura high-tech no 3rd arrondissement. Foi inaugurado em 1968 e desde então nada nunca foi modificado. Dress code não tão casual, estava lotado e muito animado. Com staff simpático e super prestativo, todos falavam inglês e a escolha dos pratos não foi difícil, uma vez que eu já havia lido à respeito no guia e sabia exatamente o que queria experimentar.

 De entrada, pedi a famosa e clássica Salada quente de Lentilhas com Bacon. De sabor forte e textura rica, as lentilhas são temperadas com mostarda de dijon, vinagre e foie gras derretido. Não é nada light e posso até dizer que é um prato um pouco pesado para o jantar, mas estava deliciosa e well, eu estava de férias ,né?
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 De prato principal, pedimos peito de pato grelhado com Aligot. Aqui, preciso falar que foi um ato de bravura da minha parte comer este pato. A carne do pato não é uma carne fácil de se trabalhar. Geralmente, o pato precisa ter a idade certa pois é uma carne já mais fibrosa por natureza. e se for preparado bem passado pode virar algo que se compara à “sola de sapato”, como diz o ditado popular…rs. Aqui, os franceses enxergam como um crime fazer qualquer carne que seja de forma bem passada…com o pato, não é diferente. Meu peito chegou a mesa meramente “selado”, vermelhinho vermelhinho por dentro…e o mesmo, vinha acompanhado do tão famoso e esperado “Aligot”, um purê de batatas muitoooooooo delicioso, acrescido de alho e queijo não curado conhecido como Tomme de Laguiole, com uma textura estica e puxa dos deuses. Confesso que o aligot estava muito mais delicioso do que o pato =/….. mas a combinação dos dois estava perfeita e, vencidas as devidas barreiras dentro de mim, me vi comendo não só “pato”..me vi comendo “pato mal-passado”. O Aligot fez toda a diferença..rs. E o mais legal é que o garçom vem até a sua mesa e estica e puxa o Aligot de dentro da casserole de cobre antes de te servir. Impossivel não sorrir.

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 Antes da sobresa chegar, eles te servem fatias de Brioche levemente açucarado e com notas de flor de laranjeira. Motivo da delicadeza: Limpar o palato e prepara as papilas gustativas para o sabor doce. Yummy yummy!!! A minha sobremesa foi o Trio de cremes e a do Ro, bolo de nozes com sorvete de caramelo. Meu trio, consistia de três diferentes sabores da mesma variação de creme, apresentados em pequeninos ramequins de porcelana. Baunilha, Menta e Flor de laranjeira. Acompanhava uma bolachinha de patê sablèe e era doce na medida certa. O bolo do Ro, também não muito doce, fez par ideal com o sorvete de caramelo.
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Enfim, saímos de lá quase 11 horas da noite, felizes da vida por mais uma noite parisiense em nossas lembranças e pela certeza de que os sabores que encontramos aqui, somente encontramos aqui…
Fantastique!!!!
Fer Flaiban
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Fotos: Fernanda Flaiban – siga a Fer no Instagram para ver mais de suas lindas fotos, como essa de Paris <3 @flaiban

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Pasco – Roteiros Paris

April 12, 2013

Pasco
Ah Pasco, Pasco…
Este foi o primeiro Bistrô da nossa aventura. Assim que pousamos em Paris e depois de fazer o check-in no hotel, percebemos que estávamos com muita fome!! bom, por causa da diferença de fuso, em Paris era hora do almoço, então… lá fomos nós “almoçar” o que biologicamente, nosso corpo entendia como café-da-manhã…rs

Decidimos sair andando pelo bairro quando encontramos este restaurante super charmoso e que, além de pratos tradicionais da culinária francesa, também oferecia delicias da região mediterrânea…yummy!!!!!

Comecei os trabalhos com um Kir.. já ouviu falar? Kir é um coquetel tipicamente e originalmente francês, servido como aperitivo e que deve ser consumido de entrada, antes de qualquer petisco e principalmente antes do prato principal. A receita original, pede licor de cassis no fundo da taça e espumante por cima…hoje em dia, pode ser feito usando frutas vermelhas ou pêssego, com vinho espumante ou frisante (pequenas variações do mesmo)…confesso que virei fã…impossível tomar uma só taça… é leve, refrescante e o doce do licor é totalmente balanceado pelas notas frutadas do espumante, geralmente brut, dando origem à uma combinação que fica difícil resistir…bem…era sábado… e eu estava de férias!!! Então, por que não aproveitar o momento???

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Depois do Kir, veio a hora de escolher o que degustar. Neste restaurante, como em muitos outros da Europa, é comum encontrar uma opção de cardápio de preço fixo, geralmente composta de entrada, prato principal e sobremesa. Vai a dica: quase sempre vale a pena optar por estes deals, a não ser que nenhumas das sugestões oferecidas seja do seu gosto…pois em termos monetários, sempre sairia mais caro pedir esta composição separadamente.

Pasco 4

De entrada, escolhi a sopa creme de abóbora com ragu de cogumelos e o Ro, a de lentilhas verdes com ragu de castanhas portuguesas…nem preciso falar que ambas estavam SENSACIONAIS!!!!!!!

Depois do kir e da sopa aveludada, escolhi filé de peixe espada com risotto de quinoa selvagem e pesto de manjericão. O peixe estava no ponto exato, quando as lascas se separam sem esforço nenhum, suculento e perfumado. A combinação com o pesto ficou perfeita e a quinoa selvagem trouxe a textura que o prato pedia, uma vez que o peixe era muito macio. Rogério optou (claro) pelo steak and fries com molho de pimentas verdes. O steak estava exatamente no ponto, juicy e macio…e as batatas fritas, foram criativamente representadas com batatas duas cores assadas.

Agora, eu preciso fazer apologia as sobremesas deste lugar. S’il vous plaît (por favor), se você for para Paris, NÃO deixe de experimentar a Torta de maçã daqui…bom, tá certo, é um Bistrô e pode ser (pode ser não, com certeza é) que o Menu não seja mais o mesmo…e a maçã é um ingrediente encontrado por lá em abundância durante outono-inverno…de qualquer forma, tenho certeza de que você não se decepcionará com qualquer escolha que fizer!! Meu marido, que não é muito do sabor doce, escolheu carpaccio de abacaxi, com sorbet de limão e caramelo de laranjas…mas cítrico que isso, impossível..rs…para mim, um pouco ácido demais mas para ele,  de “lamber o prato”…agora, voltando na minha escolha, preciso descrever aqui… Oh My God!!! a base da torta, era composta de pâte sablèe, uma crust muitooooooo rica em manteiga e por isso, claro, cheiaaaa de sabor. A maçã, vinha logo emcima, assada inteira e ainda quente. Para refrescar a mordida, a torta foi finalizada com uma bola de glacier (sorvete) de baunilha e calda quente de caramelo. Pensa em Paraíso e Pecado, assim mesmo, tudo junto. Pois é. Essa torta é a representação do fim do mundo!! Incrivelmente perfeita e deliciosa. enfim, essa foi a história do meu primeiro almoço em Paris. Minhas memórias começaram aqui.

Este dia, terminou com um passeio de mãos dadas até a Torre Eiffel. Tão perfeito quanto a sobremesa descrita poucas linhas acima..

 

À bientot, j’espère!!

Fer Flaiban

Fotos Pasco: Fer Flaiban

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